19 de dezembro de 2006

Então é Natal? Hein? E não sempre foi?!!!

Em postes, árvores e fachadas de casas e prédios as luzes das lâmpadas dão um tom especial e mudam a cara da cidada. Pelas ruas é um corre-correcomo também acontece horas antes de jogos decisivos da Copa do Mundo. Mas há sempre algo estranho no Natal. Há um silêncio desconcertante...
É nesta época do ano que uma boa parte das pessoas pára, olha, escuta - como os dizeres alertando sobre o perigo do trem - o que existe ao seu redor e que pode ser transformado e transformador.
As atitudes pré-natalinas, acredito, são bem intencionadas, afinal, não há que se recriminar distribuição de cestas básicas, doação de presentes ou uma simples companhia em uma prévia de Natal como fazem nos abrigos, asilos, hospitais e orfanatos. Mas o que sempre me pergunto é o que pensam e fazem essas pessoas bem intencionadas o ano todo? E as que estão sentindo fome agora não sentirão durante os outros onze meses só porque não é Natal? Que espírito natalino é esse?
A prática da solidariedade é mais abrangente. Não se limita a comoção natalina porque o sentido do Natal é eterno. É a renovação da mensagem de mudanças e transformações... de amor e prática desse amor ao próximo. Por isso, há muito tempo não dou presentes de Natal, dou presentes no resto do ano. Se tenho que fazer algo por alguém ou alguma causa, as faço no decorrer do ano. Tenho diluído os trinta dias de energias concentradas em meus doze meses de vida vividas. E isso por um motivo simples: o que me move é a consciência de não vim a terra apenas para estudar para trabalhar, trabalhar para poder comprar, comprar para poder usar, e etc... Sou uma formiguinha no meio de formigueiros imensos deste mundo que acredita que o dia de hoje pode mudar muito a vida de alguém em apenas um segundo. E que podemos mudar as nossas também em apenas um passo a frente ou para o lado. Há sempre razões até simples para cada uma das existências. O nascimento de Jesus é um marco, mas também um aceno de que somos livres para sermos ou termos. Tudo é uma questão de opção.
Aos solitários, órfãos, desesperançosos e, principalmente, aos eufóricos pelo clima comercial do Natal.

Um comentário:

Vania disse...

"Desejo que neste Natal, antes de você perceber Jesus nas luzinhas que piscam pela cidade, você O encontre primeiramente em seu coração. E, à frente de qualquer palavra que expresse seu desejo de um feliz Natal, O encontre em suas ações."