2 de dezembro de 2006

Onde fica a negritude?


Às vezes me pego pensando por onde anda nosso preconceito e como ele se reproduz. E fui tendo a sensação que as histórias são quase sempre as mesmas, mudando pequenos detalhes e, principalmente, os personagens - as vítimas.
A imagem mais forte que tenho na memória do ser negro vem de casa mesmo, de muito próximo. Desde criança me acostumei a ouvir as histórias de Joana Hardman de Oliveira e Antônio Firmino de Oliveira, meus bisavós.
Era início do século e é de se imaginar o que era preconceito naquela época se tomarmos como exemplo os fatos rotineiros do nosso dia, com tantas lutas conquistas pelos negros. Joana era branca, loira e de olhos azuis. Antônio, negro, cabelos negros e olhos claros. Um negro de fato para aquela sociedade.
É sempre interessante perceber como as pessoas ficam instigadas com o uso constante do HARDMAN que sempre faço em minhas coisas, seja email, blog, msg, etc. Eu assumo meu hardman como assumo meu Oliveira. Diante da pressão da família, Joana não cedeu, casou-se com Antônio e logo vieram os filhos, todos registrados como legítimos Oliveiras. O hardman foi abolido dos registros por decisão do meu bisavó que não queria os filhos dele com o sobrenome de quem odiava negros.
Usar o Hardman me remete à força e determinação dessa mulher que foi minha bisavó que se tornou exemplo de garra e força sendo comum, uma cidadão diferente nas posturas e atitudes diante do preconceito. Mais recentemente minha irmã contou a história que presenciou de uma mulher negra com sua filhinha branca ao passar na praia foi abordada por outra mulher se era a babá da menina. O preconceito ainda está na cor e nos pequenos gestos. Gestos da intolerância. Salve Zumbi, o guerreiro. Negro! Negro! Negro!

3 comentários:

Stella disse...

Não tinha conhecimento disso. Vasculhando a net em busca de antepassados de minha mãe, descubro que minha bisavó era um exemplo de garra e força.
Sou também bisneta de Joana Hardman de Oliveira e Antônio Firmino de Oliveira, gostaria de trocar mensagens com você. Seria possível?
Abraço,
Stella.

Marcos de Oliveira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcos de Oliveira disse...

Olá blogueiro, sou tataraneto de Antonio Firmino de Oliveira e Joana Hardman de Oliveira, bisneto de Paulo Firmino de Oliveira e Noêmia de Souza Oliveira, neto de Antonio Firmino de Oliveira Neto e Idevanidy Gonçalves de Oliveira. Sei que meus tataravós moraram em Pernambuco, possivelmente em Usina Aliança.

caso nossos dados sejam identicos, por favor entre em contato comigo pelos e-mails marcos.oli08@gmail.com ou marcos.oli08@hotmail.com.

Estou fazendo a minha arvore geneologica e agradeceria muito sua ajuda.