5 de novembro de 2008

TV na Paraíba anuncia queda do racismo com vitória de Obama

A vitória expressiva de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos com quase 66% estusiasmou demais uma jornalista de TV aqui na Paraíba:

"A vitória de Obama marca a queda do preconceito racial. Marca a vitória da democracia e o começo de uma nova história para os EUA e o resto do mundo"


As mudanças que Obama prevê não se baseiam meramente no fim do preconceito, mas a jornalista aposta que a eleição significa a queda do preconceito racial no país. A consagração de Barack Obama é sim significativa por ele ser negro, mas não esqueçamos que ele além de ser elite intelectual dos EUA, incorporou o perfil de superman diante de um governo Bush confuso e desastroso. Além do mais, os votos dos negros significam no país apenas 12% do eleitorado diante de uma supremacia branca no tocante à quantidade de votos.

Prever a queda do preconceito é ilusão, pura ingenuidade. Poderíamos falar em um governo que não faça o que Bush fez quando deixou a população negra, em sua maioria, sofrer com os efeitos do furacão Katrina que assolou a cidade Nova Orleans, que detém mais 60% de negros entre seus habitantes. Mas Obama chegou à Casa Branca para comandar o país, não para fazer revanchismo contra os velhos tempos da Klu Klux Klan. Em seu discurso Obama prega a reunificação do país divindido por questão de partido, cor, raça, sexo, gênero...lutando contra toda forma de discriminação, mas isso por si só não queda o preconceito racial. É importante ter um negro comandando os EUA, mas o preconceito enraizado nas estruturas das relações sociais demandará mais tempo pra começar a ruir ou dirimir, afinal, foram séculos e séculos de racismo oficializado e culturalmente aceito.

Um comentário:

fmesquita disse...

Wagner, concordo contigo.

A vitória do Obama se deu muito mais pela necessidade de mudança, como dizia o slogan de sua campanha (Change), e por uma grande insatisfação diante aos desastrosos oito anos do governo Bush. Sobretudo, não podemos tirar os méritos da vitória deste negro, nascido no Hawaii, filho de africana, além de ter pouca idade e experiência política.

Resta aos norte-americanos e ao resto do mundo apelar para que sejam, de fato, realizadas mudanças positivas.

Abraços